O chamado de Cthulhu

Círculo-de-Fogo-Pôster-Final

O que você faz quando criaturas enormes querem dominar o mundo? Onde você se esconderia ou quais seriam as melhores armas para derrotá-los? A humanidade pode chegar ao fim, o teste foi na era dos dinossauros, mas só agora a camada de ozônio está com a superfície ideal para atacar a Terra. “Círculo de Fogo” é o novo filme de Guilherme Del Toro, com criaturas fantásticas e com imensos robôs, já arrecadou nos cinemas mais de US$ 384 milhões. Uma história no estilo de Transformers, com o objetivo de tirar o fôlego do público e prendendo a atenção do início ao fim.

O enredo se passa num futuro próximo em que criaturas monstruosas, conhecidas como Kaiju, começam a emergir do mar para dominar a Terra e os seres humanos. Para vencê-los, os cientistas criam uma série de robôs gigantescos, os Jaegers, cada um controlado por duas pessoas através de uma conexão neural. Entretanto, não parece ser suficiente para combatê-los, porque as criaturas parecem evoluir. E o governo busca outras alternativas, deixando de financiar este projeto. Por este motivo, com poucos recursos, um grupo da resistência chama um antigo piloto Raleigh Becket(Charlie Hunnam) para controlar um velho robô. E ao lado de uma treinadora Mako Mori (Rinko Kikuchi) precisará vencer estes monstros para salvar a humanidade.

Circulo

Para quem conhece a história “O chamado de Cthulhu”,  escrito por H. P. Lovecraft, sabe a criação de seus semi-deuses monstruosos que chegaram à Terra antes da humanidade. São seres malignos, poderosos e ferozes que no passado eram cultuados como deuses. Até serem obrigados a se refugiarem em fortalezas e esperarem pacientemente o despertar. O escritor usou mitologias suméria, egípcia e grega para estas criações. E muitos contos foram originados a partir desta ideia. Será que tem alguma ligação com o filme? Ao menos lembra muito esta história, gigantescos seres alienígenas que esperam por uma oportunidade para dominar a Terra e acabar com os humanos.

Mas além desta história totalmente ficcional, o filme traz aventura com muita ação, típica de uma história futurística, mas que surpreende positivamente. Para aqueles que acham que é só mais um filme com efeitos extraordinários, que com certeza tem, o roteiro foi bem estruturado, com uma lógica criada, mas inteligente.

Círculo de fogo 2O melhor mesmo foi assistir no IMAX em 3D. Parecia como se tivesse entrado ao lado dos personagens para enfrentar estas criaturas. Com efeitos extraordinários, as lutas são incríveis e cenas cômicas ficam por parte de dois cientistas loucos o dr. Newton Geiszler e o Dr. Gottlieb, interpretados por Charlie Day e por Burn Gorman, respectivamente. Com situações engraçadas, com teorias loucas e uma competição saudável entre eles, tira algumas risadas do público. Descontrair um pouco diante a tanta tensão do longa-metragem.

Os personagens secundários ganham espaço no decorrer da história, entretanto tem uma em específico que teve Mana Ashidaum espaço bem pequeno, mas a atuação foi ótima, ainda mais pela idade. Mana Ashida interpretou a personagem de Mako quando criança e neste momento dá vontade de entrar na tela para protegê-la destes monstros cruéis. Parabéns a jovem atriz de 9 anos.

No roteiro tem alguns conflitos egocêntricos entre pilotos que cansam um pouco em algumas situações, porém, a história como um todo é redonda, sem muita viagem e com um foco específico, seguindo uma mesma linha. No Transformers 3, por exemplo, as muitas informações e possíveis seguimentos de roteiro, o deixaram muito confuso, sendo apenas um filme de robôs. O pior é saber que estreará o quarto filme ano que vem.

21020997_2013071815133708.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxDel Toro além de diretor, também é o roteirista e teve como objetivo homenagear aos filmes japoneses com criaturas gigantescas. E não preciso comentar que é o que mais tem no filme. Com nomes criativos e tirados do alemão e japonês, tornou-se uma história interessante. Para quem não sabe a palavra “jägers” significa “caçador” em alemão. E “Kaiju” tem origem japonesa e se traduz como “besta gigante”. Bem propício para a história.

E para fechar com chave de ouro e tirar umas últimas risadas do público, tem uma cena final, depois de uma boa parte dos créditos. Isto mesmo, para os apressados, fiquem até o final. É uma cena curta, mas engraçada.

Para quem gosta de filmes extraordinários, com muita ficção, uma mistura de aventura e ação, com efeitos de tirar o fôlego, esta pode ser a melhor opção dos filmes atuais no cinema. E você? O que faria para enfrentar estes monstros terríveis?

Assista ao trailer do filme:

Anaisa Lejambre

Jornalista – Reg. Profissional: 8112 / PR

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